sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Carmina Burana

Uma ópera geralmente é uma torrente de sentimentos. Tanto com a música quanto na sua ausência. É tudo questão de figura-fundo: quando as luzes se apagam, só sobra-nos um foco, uma vida, que não é realmente nossa, mas que se incorpora a nós por extrema necessidade.

Ela, como normalmente ocorre com todas as obras artísticas humanas, busca por um fim. Insana procura, nós nunca lidamos nem conseguiremos lidar com pontos finais. Eles possuem vida própria, qdo eles vêm, pronto!

O interessante desta ópera é que ela temina no começo... ou começa pelo fim. Ou seja, sem pontos finais, a pura realidade: o que se repete é o real (Lacan). É a Roda da Fortuna, que mostra nossa desgraça matematicamente: se o seno de sua vida é 1, naturalmente ele tenderá para -1. Vê, o número é igual, porém são qualitativamente diferentes. São valores opostos que se conciliam.

Ademais, dou parabéns a todos os envolvidos nesta magnífica obra.

"FORTUNA IMPERATRIX MUNDI"!!!

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