terça-feira, 8 de maio de 2007

Substrução


"Espelho, espelho meu...existe alguém mais FELIZ q eu? "
O Mesmo e o Outro dialogam intensamente, em rodopios sistemáticos cujo a conserva se mantém ou, num momento singularmente indeterminado, algo surge, novo, tal como um atrator estranho, indefeso, cujo centro nunca alcança.
objeto a indefinido, borda do Ser de falta, do qual os psicanalistas não cessam de falar.
Atrator estranho, queer. construção simultânea no tecido do Ser Selvagem, modulação de uma existência deveras cansada de dizer sim aos mesmos movimentos, letras e sutilezas do Mesmo...
O Outro se anuncia, como Wally entre a multidão inssossa, dizendo-se : sim, sou da multidão, mas não me misturo - sobressaio-me simplesmente porque sou singular, em-si de felicidade que se completa.
Desse modo, afirmo aqui que, no ritornello de uma subjetividade, no atrator que repentinamente descentra-se em novo centro de existência, esse corpo que era somente visível, por uma reviravolta da existência, torna-se vidente, vidente de si mesmo, reflete-se e afirma-se.
Mesmo e Outro, faces opostas do mesmo Ser - momentos, onde o prazer é a confluência do desejo com o movimento entre interior e exterior - é quando olha-se no espelho, e o que está ali é o mesmo que está aqui - lá e aqui: eu Sou o Mundo - Omundo está dentro de mim.
Narcisismo Fundamental na Abertura à existência.

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