quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Eterno Retorno


Escher

Nùmero Finito de forças; Tempo infinito - infinito de Offenheit (Abrimento)

Universo Auto-contido;

Fractal de área finita mas de perímetro infinito;

Essa Carne, imbrincamento do eu e do mundo em uma sopa coacervado, onde nossos corpos e nossas almas são... quase Um.

Nossa percepção é de horizontes de mundo, nossa vida uma parte-todo: Contemos tudo, mas só em uma generalidade inalcansável enquanto tal.

Não são peixes que diminuem, mas possibilidade em horizonte, visão lateral...

domingo, 2 de setembro de 2007

Pouco tenho a dizer.



As palavras parecem desmentir por sua recorrência exacerbada, mas não há muito o que dizer.

Sinto que a única coisa que valeria a pena dizer, se encontra no meu estômago. Lá está em minhas alegrias e tristezas, um não-sei-o-que que me diz algo no vazio, vazio cheio de absolutos possíveis em sua incrível densidade.

Para ser mais exato, é o aleph entre duas bocas que compartilham sua respiração, é o espaço entre a mão e o corpo que toca, entre os campos negativos de seus elétrons. è o que toca, mas ao tocar, não toca, passa de um ao outro e deixa de ser apenas um e outro, mas meu corpo no outro, outro corpo no meu.

Não é silêncio; É o desespero mudo por não tocar, por não se unir, desejo sóbrio de um bêbado frente ao bar, que quer entrar... mas como?

Mas como? ? ?

?

por que? não encosta, não pego, pois se pego, não há mais eu nem nada, mas sim uma mistura eu-outro-folha-casa-pátria-mundo-fatia de pão mofada à espera de...

. . .
???