sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Buraco negro: Como o estrato distorce até fluxos de fuga sobre si mesmo




Billionaire Travis Mccoy (feat. Bruno Mars)


[Bruno Mars]
I wanna be a billionaire so freaking bad
buy all of the things I never had
uh, I wanna be on the cover of Forbes magazine
smiling next to Oprah and the Queen


[Chorus]
Oh every time I close my eyes
I see my name in shining lights
A different city every night oh I
I swear the world better prepare
for when I'm a billionaire


[Travis "Travie" McCoy]
Yeah I would have a show like Oprah
I would be the host of, everyday Christmas
give Travie a wish list
I'd probably pull an Angelina and Brad Pitt
and adopt a bunch of babies that ain't never had sh-t
give away a few Mercedes like here lady have this
and last but not least grant somebody their last wish
its been a couple months since I've single so
you can call me Travie Claus minus the Ho Ho
get it, hehe, I'd probably visit where Katrina hit
'
and damn sure do a lot more than FEMA did
yeah can't forget about me stupid
everywhere I go Imma have my own theme music


[Chorus]
Oh every time I close my eyes
I see my name in shining lights
A different city every night oh I
I swear the world better prepare
for when I'm a billionaire
oh oooh oh oooh for when I'm a Billionaire
oh oooh oh oooh


[Travis "Travie" McCoy]
I'll be playing basketball with the President
dunking on his delegates
then I'll compliment him on his political etiquette
toss a couple milli in the air just for the heck of it
but keep the fives, twentys (?) completely separate
and yeah I'll be in a whole new tax bracket
we in recession but let me take a crack at it
I'll probably take whatevers left and just split it up
so everybody that I love can have a couple bucks
and not a single tummy around me would know what hungry was
eating good sleeping soundly
I know we all have a similar dream
go in your pocket pull out your wallet
and put it in the air and sing


[Bruno Mars]
I wanna be a billionaire so fucking bad
buy all of the things I never had
uh, I wanna be on the cover of Forbes magazine
smiling next to Oprah and the Queen


[Chorus]
Oh every time I close my eyes
I see my name in shining lights
A different city every night oh I
I swear the world better prepare
for when I'm a billionaire
oh oooh oh oooh for when I'm a Billionaire
oh oooh oh oooh


I wanna be a billionaire so fucking bad!

Como o Rap, que veio do berço da música negra, reivindicando seus direitos sociais e sua cultura própria, tornou-se, de fluxo de fuga, em um puro estrato capitalístico, com seus rittornelos de defesas dos valores básicos de nossa sociedade? Há de se estudar tais fenômenos, a fim de comprender melho os mecanismos de captura e axiomatização do capitalismo.

sábado, 16 de outubro de 2010

Coma

Meu pinguim, natimorto, morto-vivo, intensamente presente, aos poucos desgastou-se em pilhérias, fechou os olhos e dormiu. Dorme, ainda dorme, sonha deveras, numa zona de insconsciência catatônica.

Coitado, necessita de exercícios fisioterapêuticos... atrofiará?

Creio que não, seu tédio ainda pulsa em cada músculo inerte, mantendo o prenúncio do movimentos que jamais se realizarão.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fenomenologia do tédio

Este é meu novo projeto. Como acaba de ganhar um nome, está pronto para perecer. Tudo se determina na morte e, como na morte se acaba, tal determinação é inútil e fulgaz.

O Tédio é a força-mor, ela rege a inconsciência perversa de nossa sociedade atual. Cabe a nós, fenomenologicamente, alcançar o âmago dessa experiência, compreender sua estrutura originária na constutuição do Ser.

Tudo é devir, entretanto, quando este se acalma, se dobra em relações consigo, fecha-se numa circularidade, atinge um ritmo, um pulso regular, uma reiteração de si... atinge o ponto ideal do que chamamos Ser. Não que uma tal mônada pudesse perseguir ilesa no grande oceano furioso, batendo contra rochas e sendo alvo de agenciamentos que o ultrapassam.

O ser é um tornar a ser, um devir da "seidade". Enquanto tal, ele se estratifica, se territorializa, cria uma estrutura, uma identidade, uma identificação, separa-se das amarras agenciadoras da qual veio, e acaba por ganhar um status pseudo-transcendental.

Entretanto, nesse momento em que atinge a plenitude do Ser, só resta-nos uma única possibilidade de volta. Para os que perdem até esse último retorno da rodovia, sobra-lhes, como os marujos do "holandês voador", transformar-se em paredes, em casco, em barco, enfim, estruturar-se até o nível do inanimado.

Mas alguns vislumbram a última saída do Ser... enquanto último, é sua essência, seu fundamento, sua força-motriz... o tédio.

Poucos alcançam de forma plena essa etapa. Há um árduo trabalho em atingi-la. nem o autista, que oscila seu corpo ritmicamente, sente omomento em que, na identificação do mesmo com o mesmo, há o colapso de partículas iguais que se integram numa força estrondosa, mas, ao contrário da força que, na mesma física, compõe a violência vital de nosso sol, ela é uma força silenciosa, negativa, reativa, implosão que se faz no sonho em que, ao tentarmos fugir, nossas pernas não respondem...

Há uma força negativa, repudiada pelos esquizoanalistas, mas que centripetamente reúne nossa sociedade em um núcleo que ultrapassa até o maior sentimento de insatisfação coletiva.

Há muito ainda para se conseguir descrever o tédio. Freud descobre a neurose como o sintoma-movente do capitalismo industrial, Deleuze aponta a esquizofrenia de nosso capitalismo financeiro, Baudrillard revela a perversão de nosso capitalismo informatizado... o que nos resta de inovação patológica... os indivíduos, as massas, as pedras, os cálices, os estrumes, os cães, os mares, os deuses, o tudo, os vários, os alguns, nada resiste ao movimento e sua lentidão, sua estagnação, seu zero, seu vácuo, seu tédio.