sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Das Camadas transpassadas pelo tédio e sua posição topológica.



Se a estrutura neurótica é uma grande árvore rizomática que estratifica os devires em uma "consciência", que se diz digna de si e que acaba por sofrer ataques de diversos parasitas, lagartas e fungos, mas que mesmo assim conseguem, muitas vezes manter suas rotinas reguladas pelas estações.

Em volta de suas grandes raízes axiomáticas, sempre invadindo esse círculo limítrofe em um ponto ou outro, encontra-se o núcleo psicótico da personalidade, que é na realidade um grande gramado de raízes rizomáticas, brotando com seus devires por todos os lados, alimentando-se dos restos mortos e das estruturas arbóreas de nossas instituições neuróticas e paranóicas.

As raízes, tanto arbóreas quanto rizomáticas, penetram no grande solo da mãe perversa, macho-fêmea, aquela que pare seus filhos, os nutre e os corrói, aquela que está para além de qualquer limite, no solo ou na poeira do ar.

Abaixo dela, vê-se o magma libidinal que percorre as ligações rochosas e das destruições em massa.

Abaixo, o núcleo, férreo, permanece rotacionando em sua posição central, quente, comprimido, tenso como se suportasse o peso do mundo. move-se em intensa velocidade, mas não corre pradarias, apenas depara-se consigo mesmo, inerte, posicionando tediosamente as bússolas de todo mundo numa chata comunhão universal. Esse é o Tédio, campo de força mais que movimento, polarização en direção à si, não um dipolo, nem um monopolo, mas um "si-polo".

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