sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mundo como expressão

"Lei" e "norma" são formas de expressão equivalentes, em nossa linguagem convencional, ao que no universo são os movimentos das das estrelas e na vida a regulação imunológica do corpo. Não há, no interior de cada núcleo atômico, uma fórmula E=mc2 em seu interior e que regularia sua fissão em uma bomba atômica. Na verdade, mesmo a partícula sobatômica não pode existir como uma caneca ou um livro, visível e palpável à nos, mas sua existência se faz através da intersecção de inúmeras formas de linguagem que, numa rede complexa, equivalem aos fenômenos visíveis que se esboçam nas telas das grandes máquinas de detecção. está na hora de se conceber existências através do retumbar da diferença, que cada vez mais força nossa perspectiva de mundo a sair de seu antropocentrismo, a devir por vários caminhos.

Pode-se, talvez, generalizar a concepção do corpo como expressão para outros fenômenos, e assim relativizar nossa compreensão realista do mundo.

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