quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pay-per-view

A devassidāo dos relatórios,
a lubricidade que escorre do relógio de ponto,
gozam índices de desempenho pelo vai-e-vem da produtividade...
todos se car-comem entre engrenagens,
todos de ludibriam nas fantasias gerento-fálicas...
o capital-interrompido, sempre a prolongar o consumo tântrico, que posterga o clímax ao post-mortem...
nada sobram, além de ligeiras fumaças de cigarro, onde soçobram as esperanças.

O entumescimento burguês,
a frigidez proletária,
o que explode e transborda nas alcovas bancárias,
o fluido viscoso de nossos extratos,
em jatos sórdidos por entre juros e taxas de crédito...

‎$$$$$$$$$$$$$$$$$
grita em momento de glória, por fim,
míseros segundo antes do débito em conta,
momento ínfimo de trégua do desejo e de seu recomeço...

tudo é seduçāo no violento mover do dolar,
que a tudo representa e a tudo substitui.

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