quarta-feira, 29 de junho de 2011

Arqueologia íntima do tema do tédio.

Quando brotou essa inquietação:

"Por pensar que ser normal é pular de cada segundo ao outro, como se, no entremeio de 12:32:05 e 12:32:06 houvesse um espaço de inexistência, é que busco, nesta pausa mesma da vida, afirmar-me no prenúncio de uma inspiração profunda, que retumba meu diafragma e estremece as retinas, buscando restabelecer as colunas que sustentam os contornos, retas e ângulos que se atém à minha frente por esse extremo e silencioso esforço chamado tédio."

Frase de boteco de minha autoria.

Nenhum comentário: