sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ego-sintonia, ego-distonia, sócio-sintonia, sócio-distonia, cosmo-sintonia, cosmo-distonia

A psicologia com seu afã individualista (hoje já petrificado nas articulações teóricas, principalmente as subjetivistas), busca tratar a saúde considerando alusn fatores:

- Relativa adaptação social do comportamento patológico;
- identificação ou não do ego com o sintoma;
- os postulados teóricos, o inconsciente cultural (bourdieu), as matrizes simbólicas (Merleau-Ponty) do pesquisador;

Entre outras variáveis. A sintonia e a distonia de uma característica em relação à sensação do todo é uma característica importante, principalmente quando se fala do ego, do ponto de atração relativo que compõe a estrutura subjetiva inferida teoricamente.

a ego-sintonia de um sintoma coloca um problema social, principalmente quando se tem conjuntamente uma forma de "sócio-distonia": quando o sintoma ou comportamento está e dissonância com a estrutura social na qual se baseiam a "média" geral do que é a normalidade. Mesmo em uma teoria que traça as particularidades de cada arranjo psíquico, como na psicanálise, ainda há um falo que norteia nossa concepção do que é patológico e do que é normal. Por fim, o que era do âmbito da psicologia e da medici acaba por implica as grandes (in)decisões morais da sociedade. Velaj esses dois sites:

- pipizinho

- please dear anna

Os blogueiros aqui buscam defender, utilizando uma estrutura discursiva institucional, ou seja, que não se apega somente a uma decisão pessoal mas a uma lógica que seria confirmada ou ratificada por um campo específico da sociedade, de modo a lutar, "com as armas do inimigo", para defender o que atualmente se enquandraria mais em um sentimento não pouco assumido (porém implícito em muitos) ou patologicamente condenável. São casos mais específicos e menos divulgados do extremo da discussão da morte na eutanásia: a pessoa tem o direito (ou capacidade, e mesmo a escolha entre essas duas palavras já implica um camonho ético diferente) de tomar quais decisões sobre a si mesmo.

Em um dos blogs, alguém assume declaradamente uma preocupação com o tamanho peniano, até hoje sempre rondando os sentimentos e o imaginário, mas que, no discurso "racionalizante-objetivista", é algo sem-sentido e reprovável. No outro, alguál assume uma posição denominada "pró-ana", ou seja, alguém que assume declaradamente os valores estéticos que ainda regem a visão de corpo atual, e defende práticas da bulimia e da anorexia como algo não patológico, como uma escolha pessoal e imporante para se chegar ao objetivo alcançado.

Antes de se buscar um posicionamento pessoal acerca das opiniões ali esboçadas, o intuito do post é de apontar para o conflito entre uma posição psicologicamente "ego-sintônica", ou seja, que não é desconfortável e faz parte da personalidade do sujeito, e a "sócio-distonia" entre essa posição. sócio-distonia, pois a estrutura social geralmente tem discursos bem estruturados acerca desses temas e exerce controles sociais em ampla escala.

além disso, é interessante notar que é com uma argumentação lógica, uma busca de bases em outras fontes, há todo um trabalho de "institucionalizar" tais posições, pois a liberdade do sujeito e o direito sobre si não parece exercer mais força motivacional, ou seja, o discurso sobre a liberdade individual está hoje demasiadamente desgastado, e é ainda vestido tal como se faz com uma roupa de brechó em algum "tournant" da moda.

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