terça-feira, 7 de junho de 2011

o artista e a obra

Somos constituídos de um movimento de subjetivação que se valoriza nas subjetividades individuais. Ainda somos herdeiros dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, de modo que o sujeito credita a si mesmo os esforços e a criatividade de suas ações, cujas condições de produção há muito já foram determinadas.

Dessa forma, toda obra simbólica, valorizada pela economia cultural de um determinado contexto, acaba por se referir a um sujeito produtor. Sim, podemos atestar a veracidade disso, mas esse sujeito surje somente como uma singularidade de forças, sobre a qual não possui responsabilidade individual.

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Esse símbolo, o único que consegui produzir pelo parco poder da representação binária que disponho no momento, visa mostrar que o traço central, a trajetória do indivíduo concebido de forma linear pela visão atual, são na verdade o entrecruzamento de uma série de linhas de registros diferentes.

Assim, a responsabilidade de um sujeito por sua obra é a responsabilidade de seu mundo, e assim ele se esvanece em uma nuvem de sentido mais amplo, de um emanhado que nos ajuda a compreender as condições de produção de sentido de uma determinada época.

Assim, quando Lady Gaga se diz portadora da revolução do POP, ela não constata sua potência individual, como talvez pense, mas se mostra como uma nova estruturação das forças culturais capitalísticas...
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