segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Recado aos burgueses do século XX

No homem, até o necessário é gratuito. Coitado daqueles que veem no centro do homem uma falta fundante, um buraco de profundidade inestimável cujo capital, sexo e arte não conseguem suprir. Não, não há homem-queijo suíço.

É justamente a falta de uma falta que marca nossa subjetividade. Vivemos o risco do tédio existencial. O neurótico saiu de cena com o desenvolvimento dos mass media e da cultura individualista e superficial, o psicótico, antes excluído da sociedade, agora passa por uma tentativa de axiomatização pelo capital. Sobra o perverso, novo modelo de vivência.

Tudo é possível, há explicação para tudo, desde que se possa obter um mais-gozar. Entretanto, na cotação de prazer, na expiação do desejo, na equivalência sígnica de tudo, pouco sobre para o homem, que recai em um tédio existencial. O excesso que nos marca, de informação, de conhecimento, de trabalho, torna o vital cada vez mais submetido ao mais-gozar, que desterritorializa e axiomatiza em uma onda de subjetivações temporárias e televisionadas.

Não há espaço para falta. Não há tempo para falta. Não há grana para a análise.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Não sei o que dizer

Não tenho nada a escrever. Nada de importante a dizer... exerço a função mais pura da internet: postar signos indiferentes, iluminados e assim sem região de sombras... um fluxo corrido de nada nadificante, de vazio que se aprofunda... enfim...