quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Espacialidade e temporalidade do sujeito

Hoje ainda se imagina que as pessoas são sujeitos, monadas espaciais, possuidoras de uma interioridade localizavel, em relação a um fora. A temporalidade, se o afeta, atinge-o por inteiro,e o modifica por igual. Essa concepção espacial leva-nos a necessitar de um conceito que explique a mudança temporal que o sujeito sofre. E nesse sentido que fala-se em necessidade, desejo, motivação, anunciando um vazio a set completado, completude que e a chave da sobrevivência do sujeito.
Ora, se por outro lado concebemos a subjetividade não mais a partir do espaço, mas sim pela temporalidade, passa-se a conceber a mudança como imanente ao devir que e o sujeito mesmo,e não algo que o afeta de fora. Há sim auto e hetero afecção, marcas constitutivas da centralidade do devir.
Assim, não e a falta que move o sujeito, não e o desejo de completude. O sofrimento humano não ea prova canal de que sonos imperfeitos. Historicamente, houve uma depreciação social dos humores tristes, e o favorecimento de uma alegria que na realidades dee da por negação. A pessoas ser manipulam quimicamente em busca da felicidade quis a sociedade promete,tomam analgésicos contra a vida. A dor, mais que evitada, deixou de fazer parte do registro psíquico, e quando irrompe o trauma não e assimilado. Cabe pensar bem o que a sociedade fez com os componentes agressivos, tão como se fez com os sexuais.

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