sábado, 16 de maio de 2015

Persona - Bergman


O silêncio de alguém é a tela em branco onde inscrevem os nossas agonias. Mas isso só ocorre até o momento no qual se requer o outro.

Mas então o que restou deste, se nele depositei meu eu?

Assim, tenta-se desesperadamente incorporar novamente esse outro materno e etéreo, como aquele acariciado pelo menino no início e no fim do filme. Um eu-mundo, por onde caminho mas que nunca pode me completar. Termina-se sem eu, sem outro, sem nós, ficando somente o mar eterno, as bochechas umedecidas pelo desespero do Mundo ao qual me misturo.

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